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21 dezembro, 2012

Tradição e modernidade


TRABALHO DE UMA ALUNA DO CURSO DE GEOGRAFIA DO CAMPUS DE PORTO NACIONAL/UFT APONTA PARA OS PROBLEMAS URBANOS DA CIDADE

                                                                                                          
                                                                                      

TRADIÇÃO E MODERNIDADE: A Avenida Beira Rio e a Desconstrução de Identidades Espaciais e Geográficas a partir da Destruição de Ambientes Tradicionais e Culturais em Porto Nacional – TO.

Luana Gonçalves Martins 1
Prof. Dr. Elizeu Ribeiro Lira 2



RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo analisar as principais alterações socioculturais ocorridas no centro histórico de Porto Nacional com a construção da Usina Hidrelétrica de Lajeado. Para tanto a metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica e uma pesquisa de campo através de entrevistas e narrattivas de moradores antigos. Percebemos que, a tradição perdeu lugar para a modernidade com a desconstrução do espaço geográfico a partir da destruição de ambientes tradicionais e culturais ocasionados pelo reservatório da UHE, ressalta-se no trabalho uma análise da apropriação do espaço pela cultura globalizada hegemônica e suas repercussões para o cotidiano, partindo da realidade dos espaços tradicionais da cidade. O momento espaço-temporal da modernidade tem repercutido sobre o que considera-se cultura local/regional, o que vem implicar na organização espacial, já que esta é imbricada no cotidiano da sociedade. Assim, a pesquisa apresentou espaço da tradição o antigo restaurante “Tia Júlia” e como espaço da “modernidade” o restaurante Maresias – um novo prédio, propriedade dos filhos de Tia Júlia, construído com a indenização compensatória referente a destruição do velho restaurante,representando a caracterização de uma “modernidade” imposta.

Palavras-chave: Espaço geográfico, Tradição, Modernidade, Cultura.

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1 Discente do Curso de Geografia no Campus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins – UFT.
luanagm1982@hotmail.com
2 Professor do Curso de Geografia no Campus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins - UFT.





17 dezembro, 2012





KATIA ABREU, UMA “ ANTROPÓLOGA” ÀS AVESSA NO CERRADO BRASILEIRO: UM POPULISMO SEM LÓGICA E SEM RAZÃO DIANTE DE ARGUMENTOS CIENTÍFICOS SOBRE OS ÍNDIOS BRASILEIROS.
KÁTIA, A ANTROPÓLOGA, CRIADORA DA ABREUGRAFIA” Texto do Professor da UERJ José Ribamar Bessa Freire (25/11/2012 - Diário do Amazonas)
Nelson Rodrigues só se deslumbrou com "a psicóloga da PUC" porque não conheceu "a antropóloga da Folha". Mas ela existe. É a Kátia Abreu. É ela quem diz aos leitores da Folha de São Paulo, com muita autoridade, quem é índio no Brasil. É ela quem religiosamente, todos os sábados, em sua coluna, nos explica como vivem os "nossos aborígenes". É ela quem nos ensina sobre a organização social, a distribuição espacial e o modo de viver deles. Podeis obtemperar que o caderno Mercado, onde a coluna é publicada, não é lugar adequado para esse tipo de reflexão e eu vos respondo que não é pecado se aproveitar das brechas da mídia. Mesmo dentro do mercado, a autora conseguiu discorrer sobre a temática indígena, não se intimidou nem sequer diante de algo tão complexo como a estrutura de parentesco e teorizou sobre "aborigenidade", ou seja, a identidade dos "silvícolas" que constitui o foco central de sua  - digamos assim - linha de pesquisa. A maior contribuição da antropóloga da Folha talvez tenha sido justamente a recuperação que fez de categorias como "sílvicola" e "aborígene", muito usadas no período colonial, mas lamentavelmente já esquecidas por seus colegas de ofício. Desencavá-las foi um trabalho de arqueologia num sambaqui conceitual, que demonstrou, afinal, que um conceito nunca morre, permanece como a bela adormecida à espera de alguém que o desperte com um beijo. Não precisa nem reciclá-lo. Foi o que Kátia Abreu fez.Com tal ferramenta inovadora, ela estabeleceu as linhas de uma nova política indigenista, depois de fulminar e demolir aquilo que chama de "antropologia imóvel" que seria praticada pela Funai. Sua abordagem vai além do estudo sobre a relação observador-observado na pesquisa antropológica, não se limitando a ver como índios observam antropólogos, mas como quem está de fora observa os antropólogos sendo observados pelos índios. Não sei se me faço entender. Mas em inglês seria algo assim como Observing Observers Observed.
Os argonautas do Gurupi
Todo esse esforço de abstração desaguou na criação de um modelo teórico, a partir do qual Kátia Abreu sistematizou um ousado método etnográfico conhecido como abreugrafia que, nos anos 1940, não passava de um prosaico exame de raios X do tórax, uma técnica de tirar chapa radiográfica do pulmão para diagnosticar a tuberculose, mas que foi ressignificado. Hoje, abreugrafia é a descrição etnográfica feita com o método inventado por Kátia Abreu, no caso uma espécie de raio X das sociedades indígenas. Esse método de coleta e registro de dados foi empregado na elaboração dos três últimos artigos assinados pela antropóloga da Folha: Uma antropologia imóvel (17/11), A Tragédia da Funai (03/11/) e Até abuso tem limite (27/10) que bem mereciam ser editados, com outros, num livro intitulado "Os argonautas do Gurupi". São textos imperdíveis, que deviam ser leitura obrigatória de todo estudante que se inicia nos mistérios da antropologia. A etnografia refinada e apurada que daí resulta quebrou paradigmas e provocou uma ruptura epistemológica ao ponto de não-retorno. A antropóloga da Folha aplicou aqui seu método revolucionário - a abreugrafia - que substituiu o tradicional trabalho de campo, tornando caducas as contribuições de Boas e Malinowski. Até então, para estudar as microssociedades não ocidentais, o antropólogo ia conviver lá, com os nativos, tinha de "viver na lama também, comendo a mesma comida, bebendo a mesma bebida, respirando o mesmo ar" da sociedade estudada, numa convivência prolongada e profunda com ela, como em  'Lama', interpretada por Núbia Lafayette ou Maria Bethania.A abreugrafia acabou com essas presepadas. Nada de cantoria. Nada de anthropological blues. Agora, o antropólogo já não precisa se deslocar para sítios longínquos, nem viver um ano a quatro mil metros de altura, numa pequena comunidade nos Andes, comendo carne de lhama, ou se internar nas selvas amazônicas entre os huitoto, como fez um casal de amigos meus. E tem ainda uma vantagem adicional: com a abreugrafia, os antropólogos nunca mais serão observados pelos índios.Em que consiste, afinal, esse método que dispensa o trabalho de campo? É simples. Para conhecer os índios, basta tão somente pagar entrevistadores terceirizados. Foi o que fez a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que, por acaso, é presidida por Kátia Abreu. A CNA encomendou pesquisa ao Datafolha que, por acaso, pertence à empresa dona do jornal onde, por acaso, escreve Kátia. Está tudo em casa. Por acaso.
Terra à vista
Os pesquisadores contratados, sempre viajando em duplas - um homem e uma mulher - realizaram 1.222 entrevistas em 32 aldeias com cem habitantes ou mais, em todas as regiões do país. Os resultados mostram que 63% dos índios têm televisão, 37% tem aparelho de DVD, 51% geladeira, 66% fogão a gás e 36% telefone celular. "A margem de erro" - rejubila-se o Datafolha - "é de três pontos percentuais para mais ou para menos". "Eu não disse! Bem que eu dizia" - repetiu Kátia Abreu no seu último artigo, no qual gritou "terra à vista", com o tom de quem acaba de descobrir o Brasil. O acesso dos índios aos eletrodomésticos foi exibido por ela como a prova de que os "silvícolas" já estão integrados ao modo de vida urbano, ao contrário do que pretende a Funai, com sua "antropologia imóvel" que "busca eternizar os povos indígenas como primitivos e personagens simbólicos da vida simples". A antropóloga da Folha, filiada à corrente da "antropologia móvel", seja lá o que isso signifique, concluiu:
- "Nossos tupis-guaranis, por exemplo, são estudados há tanto tempo quanto os astecas e os incas, mas a ilusão de que eles, em seus sonhos e seus desejos, estão parados, não resiste a meia hora de conversa com qualquer um dos seus descendentes atuais". Antropólogos da velha guarda que persistem em fazer trabalho de campo alegam que Kátia Abreu, além de nunca ter conversado sequer um minuto com um índio, arrombou portas que já estavam abertas. Qualquer aluno de antropologia sabe que as culturas indígenas não estão congeladas, pois vivem em diálogo com as culturas do entorno. Para a velha guarda, Kátia Abreu cometeu o erro dos geocêntricos, pensando que os outros estão imóveis e ela em movimento, quando quem está parada no tempo é ela, incapaz de perceber que não é o sol que dá voltas diárias em torno da terra.
No seu artigo, a antropóloga da Folha lamenta que os índios "continuem morrendo de diarreia". Segundo ela, isso acontece, não porque os rios estejam poluídos pelo agronegócio, mas "porque seus tutores não lhes ensinaram que a água de beber deve ser fervida". Esses tutores representados pela FUNAI - escreve ela - são responsáveis por manter os índios "numa situação de extrema pobreza, como brasileiros pobres". Numa afirmação cuja margem de erro é de 3% para mais ou para menos, ela conclui que os índios não precisam de tutela. Quem precisa de tutela intelectual é Kátia Abreu - retrucam os antropólogos invejosos da velha guarda, que desconhecem a abreugrafia. Eles contestam a pobreza dos índios, citando Marshall Sahlins através de postagem feita no facebook por Eduardo Viveiros de Castro:‎"Os povos mais 'primitivos' do mundo tem poucas posses, mas eles não são pobres. Pobreza não é uma questão de se ter uma pequena quantidade de bens, nem é simplesmente uma relação entre meios e fins. A pobreza é, acima de tudo, uma relação entre pessoas. Ela é um estatuto social. Enquanto tal, a pobreza é uma invenção da civilização. Ela emergiu com a civilização..."
Miss Desmatamento
A conclusão mais importante que a antropóloga da Folha retira das pesquisas realizadas com a abreugrafia é de que os "aborígenes", já modernizados, não precisam de terras que, aliás, segundo a pesquisa, é uma preocupação secundária dos índios, evidentemente com uma margem de erro de três pontos para mais ou para menos. "Reduzir o índio à terra é o mesmo que continuar a querer e imaginá-lo nu" - escreve a antropóloga da Folha, que não quer ver o índio nu em seu território. Nem nu, nem vestido, porque quando veste roupa, para ela, deixa de ser índio, liberando assim a terra indígena para o agronegócio. - "Falar em terra é tirar o foco da realidade e justificar a inoperância do poder público. O índio hoje reclama da falta de assistência médica, de remédio, de escola, de meios e instrumentos para tirar o sustento de suas terras. Mais chão não dá a ele a dignidade que lhe é subtraída pela falta de estrutura sanitária, de capacitação técnica e até mesmo de investimentos para o cultivo". A autora sustenta que não é de terra, mas de fossas sépticas e de privadas que o índio precisa. Demarcar terras indígenas, para ela, significa aumentar os conflitos na área, porque "ocorre aí uma expropriação criminosa de terras produtivas, e o fazendeiro, desesperado, tem que abandonar a propriedade com uma mão na frente e outra atrás". Com uma margem de erro de dois dedos para cima ou de dois dedos para baixo - acrescentou o Zé Cyrino.Ficamos, então, assim combinados: os índios não precisam de terra, quem precisa são os fazendeiros, os pecuaristas e o agronegócio. Dados apresentados pela jornalista Verenilde Pereira mostram que na área Guarani Kaiowá existem 20 milhões de cabeças de gado que dispõem de 3 a 5 hectares por cabeça, enquanto cada índio não chega a ocupar um hectare. Um discípulo menor de Kátia Abreu, Luiz Felipe Pondé, também articulista da Folha, tem feito enorme esforço para acompanhar a produção intelectual de sua mestra, usando as técnicas da abreugrafia, sem sucesso, como mostra artigo por ele publicado com o título Guarani Kaiowá de boutique (9/11), onde tenta debochar da solidariedade recente aos Kaiowá que explodiu nas redes sociais. Kátia Regina de Abreu, 50 anos, empresária, pecuarista e senadora pelo Tocantins (ex-DEM,atual PSD), não é apenas antropóloga da Folha. É também psicóloga formada pela PUC de Goiás, reunindo dois perfis que deslumbrariam Nelson Rodrigues. Bartolomé De las Casas, reconhecido defensor dos índios no século XVI, contesta o discurso do cronista do rei, Gonzalo Fernandez de Oviedo, questionando sua objetividade pelo lugar que ele ocupa no sistema econômico colonial: - “Se na capa do livro de Oviedo estivesse escrito que seu autor era conquistador, explorador e matador de índios e ainda inimigo cruel deles, pouco crédito e autoridade sua história teria entre os cristãos inteligentes e sensíveis”.O que é que nós podemos escrever na capa do livro "Os Argonautas do Gurupi" de Kátia Abreu, eleita pelo movimento ambientalista como Miss Desmatamento? Que crédito e autoridade tem ela para emitir juízos sobre os índios? O que diriam os cristão inteligentes e sensíveis contemporâneos? Respostas em cartas à redação, com a margem de erro de 3% para mais ou para menos.
Katia Abreu escreve no jornal a folha de são paulo em uma coluna denominada mercado, ai etá a chave da questão, talvez ela queira tratar os indigena brasileiros como mercadoria, assim como ela (des)entende que é a terra.

07 novembro, 2012



Noticia Cultural - I
A Aluna Pesquisadora Valdina Gomes de almeida do NURBA/UFT, bolcista PIBIC/UFT  esteve entre os Congos da Comunidade Afrodescendente do Córrego Engenho que festejam as Almas Santa Benditas em todos dias 02 do mês de novembro de cada ano. A pesquisa da aluna tem como objetivo analizar o modo de vida da comunidade dando enfase as manifestações culturais de origem africanas praticadas pela comunidade em seus rituais e em seu cotidiano camponês.
O interessante observar é que quando os católicos estão acendendo velas e chorando seus mortos os congos estão festejando seus ancestrais através da dança ritmada aos sons de tambores afros num batuque que originou na Africa e que até hoje resiste como símbolo inconfundível de ancestrabilidade. O ritual tem como roteiro a saída  da Igrejinha do manguezal até o campo santo onde estão enterrados seus parentes escravos e ex-escravos, que são lembrados com cantos originais da Africa ressaltando a identidade negra da comunidade. (Lira 2012)

06 novembro, 2012


Noticia Cultural - II
O Pesquisador Prof. Dr. Elizeu Lira do NURBA/UFT,  esteve entre os Congos da Comunidade Afrodescendente do Morro de São João que festejam as Almas Santa Benditas em todos dias 02  do mês de novembro de cada ano. 
O interessante observar é que quando os católicos estão acendendo velas e chorando seus mortos os congos estão festejando seus ancestrais através da dança ritmada aos sons de tambores afros num batuque que originou na Africa e que até hoje resiste como símbolo inconfundível de ancestrabilidade. O ritual tem como roteiro a saída  da Igreja situada no centro do núcleo urbano da comunidade até o campo santo (cemitério) onde estão enterrados seus parentes escravos e ex-escravos, que são lembrados com cantos originais da Africa ressaltando a identidade negra da comunidade. (Lira 2012)

24 outubro, 2012







CARTA DA COMUNIDADE GUARANI-KAIOWÁ DE GUATEMI-MS PARA O GOVERNO E JUSTIÇA DO BRASIL-ANUNCIANDO SUICÍDIO COLETIVO.





Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Naviraí-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012. Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Naviraí MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Naviraí MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Naviraí-MS.


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES: Nós brasileiros já estamos cansado de injustiça e as vezes já até concordamos friamente com ela em nosso meio, mas essa foi muito além do sentimento de impunidade que convivemos em nosso cotidiano brasileiro. os nosso irmãos índios guarani kaiowá não, eles sempre acreditaram no estado brasileiro, pois quando o governo vargas os levou para territórios confinados e estranhos a seus costumes, acreditaram nas promessas de melhorias em suas vidas, demoraram mais de 50 anos e as promessas não aconteceram, então os  índios guarani kaiowá de mato grosso do sul, resolveram retomar seus territórios de origens, agora ocupados por fazendeiros, e ai o que é mais estranho nessa história é que a justiça brasileira ao invés de corrigir um erro gravíssimo do passado para com os guarany, entenda esse erro como a invasão dos seus territórios tradicionais, toma posições contra os índios emitindo documentos ilegítimos e injustos a favor dos fazendeiros. resta-nos fazermos algumas perguntas para todo povo brasileiro e para todos geógrafos ,antropólogos, historiadores, cientistas sociais e outros profissionais afins:
ONDE ESTÁ A FUNAI ???
ONDE ESTÁ A CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA ???
ONDE ESTÁ A FRENTE PARLAMENTAR DAS CAUSAS INDÍGENAS ???
ONDE ESTÁ A IGREJA CATÓLICA- CIMI ???
ONDE ESTÃO OS PARTIDOS QUE SE DIZEM DE ESQUERDA ???
A QUEM SERVE A JUSTIÇA FEDERAL DE NAVIRAÍ-MS ???
ONDE ESTÁ A AGB NACIONAL E LOCAL ???
ONDE ESTAMOS TODOS NÓS ???
Vamos ficar mais uma vez de braços cruzados e depois da tragédia ficarmos lamentando anos afio, sobre mais uma catástrofe nacional/mundial vitimando nossos irmãos índios, nesse momento, os guarany de MS depois não sabemos quais.
Quero alertar (....) massacre sobre nações indígenas  não servem mais como temas para pesquisas, acadêmicas ou não, isso sim, servem como grito de alerta a uma nação adormecida nos braços de uma justiça que se sente muito bem em praticar injustiças aos povos tradicionais espalhados pelo território da “Nação Brazilis”

( Elizeu Lira  2012 )



15 outubro, 2012

Oração da Santa Parecença

Versos do poeta Célio Pedreira...

O sertão é a criança mais parecida de Jesus
deserta-se quando fica só
alegra na chuvinha impetuosa
e chama os amigos para comer manga comum.

12.10.2012