Por Elizeu Lira
a ira do mar
se tornou calmaria (...)
quando vi pela primeira vez.
seu canto era mais que um acalanto
era paz, pureza, pura, virgem,
vermelha, púrpura (...)
como um pôr de sol no rio tocantins
canto de vivim sertanejo
iramar eterno cantador
das barrancas do velho rio dos tucantins.
Uma dor sem explicação tomou conta
do meu cantar (...)
hoje a cidade velha ficou mais triste,
adeus companheiro que a música/terra le seja leve.
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13 março, 2012
14 junho, 2010
Trabalho Morto
Cérebros, nervos, musculos...
meu corpo explode em coisas que não sou eu
Os seres humanos fazem coisas maravilhosas
que o trasformaram em coisas terríveis.
M-D-M
Disse-Me-Deus
D-M-D
E Deus não mais existe
O Diabo expulso do céu...resiste.
D-M-D'
E as coisas caminham com seus pés
suas almas cheiram sangue
Quando se vendem em cada esquina.
Saíram de mim por cada poro
fugiram de mim pelo cansaço
romperam meu corpo de carne
fluido de óleo...pele de aço.
Ganham vida roubando a minha.
assumem porque abdico
falam porque calo
fetichizam porque reifico.
Sou eu que me olho coisa
já fui ela, mas me esqueço
É a vida que olho no corpo da coisa,
mas, morto...não me reconheço.
Poesia de Mauro Iasi, doutor em Sociologia, educador popular do Núcleo 13 de maio de educação popular e militante do PCB e autor de vários livros. Extraido do livro Meta Amor Fases , ed. Expressão Popular, 2008.
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