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09 outubro, 2010

Gênero e Transformações Sociais: As contribuições de Mulheres para a Saúde Comunitária no Setor Vila Nova, em Porto Nacional – TO

Gleyme Odete Ramos dos Santos*
Roberto de Souza Santos**


As feministas assinalaram muito cedo que o estudo das mulheres acrescentaria não só novos temas, como também iriam “impor” uma reavaliação crítica das premissas e critérios dos trabalhos científicos já existentes. Diante disto, este trabalho tem o intuito de analisar as transformações sociais e políticas no Setor Vila Nova, da Cidade de Porto Nacional - TO, a partir das contribuições de mulheres nas diversas funções sociais que exercem, focando a presença, participação e influencia da mulher no meio político e social. Especificamente neste trabalho, será analisada a importância da participação feminina na saúde, focando principalmente as ações que tiveram sucesso no combate ou controle de epidemias, como a dengue e doenças infantis (desidratação, cuidados da amamentação etc.), doenças sexualmente transmissíveis e demais outras informações gerais sobre saúde comunitária. Os procedimentos metodológicos têm como ponto de partida uma revisão bibliográfica sobre os principais focos deste trabalho, isto é, serão feitas estudos nas áreas da Geografia Urbana, Geografia da Saúde, Geografia e Gênero e especificamente sobre Gênero e Saúde Comunitária. Em um segundo momento, serão realizados estudos e análises com relação aos projetos sociais da COMSAÚDE, levando em consideração os benefícios no âmbito da Saúde Comunitária para o município e o Setor Vila Nova. Analisando ainda, as contribuições dessas mulheres no âmbito de Serviço Público de Saúde, focando a Unidade de Saúde – (P.S.F) Vila Nova II, Posto de Atendimento escolhido para a execução deste trabalho. As bases que justificam essa pesquisa centram-se nas análises de projetos.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Acadêmica Curso de Geografia, Campus de Porto Nacional/UFT – gleyme@uft.edu.br

**Prof. Dr. do Curso de Geografia do Campus de Porto Nacional/UFT – robertosantos@uft.edu.br

Formação e preparação de agentes ambientais da Comunidade Minerasul - Pará

Franco Porto dos Santos*

Os Agentes Ambientais da Comunidade de Minerasul é um projeto desenvolvido pela empresa Vale através do Programa Atitude Ambiental e em parceria com a prefeitura municipal de São Félix do Xingu, estado do Pará. O referido projeto capacitou 50 jovens, que atuam como educadores ambientais, multiplicadores do tema sustentabilidade. Teve o objetivo principal de formar agentes ambientais engajados na elaboração de propostas palpáveis à melhoria da qualidade de vida das pessoas, repassando informações e conhecimentos para a sensibilização ambiental, numa perspectiva de transformá-los em educadores ambientais na busca pela utilização de práticas que possibilitem a melhoria da região, além da sustentabilidade ambiental, social e econômica da sua comunidade. A capacitação foi realizada por meio de encontros semanais durante dois meses, onde foram trabalhados temas relacionados à atuação destes, sendo oferecida aos participantes, inserções educacionais que possam propiciar e incentivar ações espontâneas em favor da ecoeficiência, do controle dos desperdícios, da inibição de fatores que degradam o meio ambiente e comportamento cidadão que leva à participação consequente em qualquer instância, seja na comunidade, na família ou na escola. A direção da única escola da comunidade rural mencionada foi responsável pela montagem do grupo, que é composto por estudantes do Ensino Fundamental, ficando a coordenação do Programa Atitude Ambiental responsável pelo acompanhamento periódico dos agentes, assim como pela realização de encontros para orientação e atualização destes.

Palavras-chave: Agentes Ambientais; Educadores Ambientais; Qualidade de Vida.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Consultor Técnico da Empresa Technoacqua Consultoria Ambiental. E-mail:
francobio@hotmail.com

Uso de sensoriamento remoto na determinação do índice de cobertura vegetal da cidade de Porto Nacional - TO

Adriano Alves Costa*
Dilson Carneiro*
Pâmela Farias Oliveira Nascimento*
Msc. Emerson Figueiredo Leite***

Na atualidade, o sensoriamento remoto tem sido uma das ferramentas importantes para se detectar, mapear e monitorar os objetos na superfície terrestre. As imagens de satélites têm proporcionado uma visão de conjunto multitemporal da superfície da Terra, e tem apresentado, conforme Florenzano (2002), através da visão sinóptica do meio ambiente ou da paisagem, a possibilidade de estudos regionais e integrados, e revelado a dinâmica destes ambientes expressos nas transformações naturais e antrópicas. Sensoriamento Remoto na definição de Novo (1989) e Rosa (2007) é uma técnica que utiliza sensores, equipamentos para processamento e transmissão de dados, na captação e no registro da energia refletida ou emitida por elementos na superfície terrestre ou por outros astros, com o objetivo de estudar o ambiente terrestre através do registro das interações entre a radiação eletromagnética e as componentes do planeta Terra e suas diversas manifestações. Aqui nesta pesquisa aplicam-se as técnicas de interpretação de imagens em produtos do sensoriamento remoto orbital para a determinação do índice de cobertura vegetal. Loboda & De Angelis (2005) explicam que para a obtenção deste índice é necessário o mapeamento de toda cobertura vegetal de um bairro ou cidade e posteriormente quantificado em m2 ou Km2. Assim, conhecendo-se a área total da cidade de Porto Nacional e com base na análise das imagens de satélite a área ocupada por vegetação (m2 ou Km2), confeccionamos um mapa e determinamos a porcentagem de cobertura vegetal que existe na cidade.

Palavras-chave: Sensoriamento Remoto. Índice de cobertura vegetal. Mapeamento. Porto Nacional-TO.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Acadêmicos do Curso de Geografia – Bacharelado / Universidade Federal do Tocantins – Porto Nacional-TO / pamela_geografia@yahoo.com.br;

**Prof. Assistente do Curso de Geografia - Universidade Federal do Tocantins – Porto Nacional-TO / figueiredo_geo@uft.edu.br

Os efeitos da ampliação do acesso a educação escolar na transmissão da cultura Akwe - Xerente e seus reflexos nos rapazes que cursam ensino superior

Edilberto Waikairo Marinho Xerente*
Odair Giraldin**

Objetivos: Estudar os conhecimentos que eram transmitidos no Warã e no Warĩnsdaré e observar como o acesso ao ensino superior está influenciando nas relações destes estudantes com a cultura tradicional Xerente.

Metodologia: Num primeiro momento, consulta bibliográfica referente ao assunto. Ao mesmo tempo, será realizado levantamento de dados no campo, através das visitas realizadas nas aldeias do PI Xerente, principalmente nas aldeias Salto, Porteira e Krité, distantes entre si de menos de cinco quilômetros. Meus pais moram na aldeia Salto e nas minhas visitas quinzenais à minha família e tenho feito destas, momentos de pesquisa com os anciões sobre nossa cultura tradicional e também com os estudantes universitários destas aldeias. Também farei visitas aos colegas universitários que moram e estudam em Palmas para entrevistá-los sobre os aspectos principais da nossa cultura e como estamos nos relacionando com ela. Estou gravando em áudio as entrevistas que estou realizando com os anciões sobre como era transmitida a cultura no Warã e no Warĩnsdaré. As observações estão sendo registradas em cadernos de anotações e diários de campo. Também faço registro fotográfico dessas atividades.

Resultados: Até o momento estou consultando bibliografia sobre o processo de escolarização entre os Xerente (Grillo, 199...) e sobre aspectos da cultura tradicional estudados por antropólogos (Giraldin, Nolasco, Reis, Farias & Silva). Também tenho feito entrevistas com os anciãos (Sr. Valdeciano; Sr. Severo; Sra. Eurides Waiti; Pedro..) e acompanhado rituais (kupré).

Palavras-chave: Xerente. Ensino Superior. Cultura.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Graduando em História – campus de Porto Nacional (waikairo@hotmail.com). Bolsista
PIBIC/CNPq (2009/2010)

**Doutor em Ciências Sociais – Curso de História, campus de Porto Nacional. Coordenador do
Núcleo de Estudos e Assuntos Indígenas (NEAI). Orientador (ogiraldin@yahoo.com.br)

08 outubro, 2010

Estudo da diversidade dos solos em área da Franciscisquinha - Chácara Tia Niva do município de Porto Nacional - TO

Bruna Grasiela Oliveira Santos*
Hayda Maria Alves Guimarães**

Este trabalho tem como objetivo estabelecer as principais características morfológicas, físicas e químicas dos perfis dos solos, caracterizando o tipo de solo da área da Francisquinha. Na área foram marcados três pontos, para abertura das trincheiras. O local da abertura das trincheiras foi determinado de acordo com as características do relevo, vegetação e uso do solo, para realizar a coleta das amostras de solos. Foram coletadas nove amostras simples (submostras) para formar uma amostra composta em cada horizontes do perfil do solo.O tipo de solo foi definido de acordo com as características de acordo a classificação brasileira da Embrapa. As análises químicas e físicas das amostras do solo foram realizadas no Laboratório de Solos PortoFertil em Porto Nacional-TO. Os dados obtidos para cada variável foram armazenados em planilhas com o posicionamento geográfico, profundidade, vegetação natural, uso atual, relevo, material de origem e os atributos morfológicos e físico-químicos do solo. Os dados qualitativos foram utilizados na análise estatística descritiva. No solo da área da Francisquinha, foi verificado o Latossolo Vermelho Amarelo e Cambissolo, que são solos distróficos, característica típica dos solos do cerrado. Nesta área o uso do solo em períodos anteriores e atuais, utilizado pelos pecuaristas e agricultores não correspondem às técnicas de manejos recomendadas para sua utilização e deixando este mais susceptível a erosão. Com base na avaliação da caracterização química e física dos solos, sob diferente vegetação, pode-se constatar que os solos apresentaram níveis não satisfatórios de potássio, cálcio mais magnésio, sendo necessário antes de qualquer atividade agrícola que seja realizado a correção, quanto à redução da acidez como fornecimento de fósforo, potássio e, durante o processo produtivo, seja feito manejo adequado.

Palavras-chave: Solo. Características Química, Morfológicas e Perfil.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Aluna do curso de Geografia Campus de Porto Nacional-To brunadno@hotmail.com

**Orientadora Hayda Maria Guimarães e Professora do curso de Geografia-Campus de Porto Nacional-TO hayda.uft@hotmail.com.br

A semana científica de biologia como evento de extensão universitária

Franco Porto dos Santos e Ariadne Carvalho Godinho*

A Semana Científica de Biologia da Universidade Federal do Tocantins é um evento regional de extensão universitária que tem por finalidade integrar a instituição com a sociedade, tornando suas atividades mais próximas da comunidade. Realizada pelo curso de Ciências Biológicas, é destinada a acadêmicos, professores, pesquisadores, representantes de órgãos governamentais e não-governamentais, assim como membros da comunidade regional. Tem o objetivo principal de discutir temas relevantes e polêmicos de grande amplitude para a sociedade como um todo, além de buscar o aprimoramento das atividades de pesquisa, de extensão e de ensino, trazendo a oportunidade de tornar pública as discussões e a promoção de alternativas para a melhor utilização do bioma Cerrado. O encontro é realizado anualmente desde o ano de 2004, quando se organizou a IV Semana de Biologia. Entretanto, a primeira edição ocorreu no ano de 1992 e a segunda no ano seguinte, quando se buscou uma continuidade da mesma. A partir de então, o evento não mais ocorreu e foi retomado apenas em 2002 com a III Semana Científica de Biologia, isto porque a recém instituída Fundação Universidade Federal do Tocantins, bem como o curso de Ciências Biológicas, durante grande parte deste período, foram marcados por inúmeras etapas de transição, entre estatização e privatização de suas atividades acadêmicas até sua definitiva federalização alcançada em 23 de outubro de 2000. O suporte financeiro para o evento é obtido com a arrecadação de inscrições, apoio logístico dado pela própria Universidade e por meio de parcerias com outras instituições e órgãos públicos. Comumente, os eventos são divididos em palestras, mini-cursos e confraternizações diárias, proporcionando a todos os participantes o conhecimento, a reflexão, o lazer e a integração social.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Egressos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Tocantins. E-mail: francobio@hotmail.com

Nossos solos nossas vida: conhecendo e classificando o solo, a partir do seu perfil

Antonio Marcos Alves Santiago*
Hayda Maria Alves Guimarães**

O perfil do solo exprime a ação conjunta de fatores fisicos, químicos e biológicos, sendo um dinâmico, dada a diversidade de seus componentes e por seu estado variar ao longo do tempo como resposta a ação combinada, dos agentes do ecossistemas. Este trabalho tem como objetivo, compreender um dos processos pelo qual faz-se a classificacao do solo através da abertura de trincheira, em uma propriedade com finalidade agrícola. Sendo o público alvo deste trabalho foram os alunos da Escola de Familia Agricola do municipio de Porto Nacional – TO, onde todos participaram de todo o trabalho. Nesse sentido, foi aberto uma trincheira na fazenda Morro Limpo no municipio de Ponte Alta do Tocantins – TO. Para isso foram utilizados materias simples (enchadão, pá, picareta) para facilitar a abertura da trincheira. Após a trincheira aberta foram feitos os trabalhos de identificacao de cada horizonte (onde todos os alunos participaram ativamente na abertura da trincheira) levando em consideração a denominação e símbolos de abrangência universal com significado genético assim como o tipo de solo que apresentavam caracteristicas como a textura, cor, consistência, estrutura, atividade biológica o tipo dos agregados, dos horizontes definidos. As classificações dos horizontes foram realizadas de forma direta (a olho nu) de modo a sentir o contraste e porosidade. Esse trabalhoo no mostrou o quanto é importante a prática para adquirir conhecimento, entendendo todo o processso de caracterizacao do solo, consequentemente, o tipo de solo. compreender este processo é essencial para fazer uma classificação de solo com mais precisão, e nesta perspectiva os alunos da Escola de Familia Agricola entenderam perfeitamente, tanto que participando da abertura da trincheira e definicao dos horizontes, eles procuravam esta conhecendo a importancia do perfil com disponibilidade de macro e micronutrientes, seu aproveitamento pelas plantas e presenca ou ausencia de substancias.

Palavras-chave: Conhecimento. Características do solo. Classificação do solo.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Aluno do Curso de Geografia Bacharelado e Bolsista do CNPq – Campus de Porto Nacional - TO; wantryckmarcos@hotmail.com;

**Orientadora - Curso de Geografia – Porto Nacional- TO; hayda@uft.edu.br .


Associações de Artesanato do Capim Dourado na Região do Jalapão: Um estudo de caso do município de Ponte Alta do Tocantins

Aline Tavares de Sousa*
Roberto de Souza Santos**

A Região do Jalapão localizada no extremo leste do Estado do Tocantins, divisa com a Bahia, Piauí, Maranhão,é conhecida nacional e internacionalmente, por sua exuberante beleza natural. Além de belíssimas cachoeiras, nascentes, praias, chapadas e dunas, nos últimos anos, o brilho e a delicadeza das peças artesanais produzidas com o capim dourado também têm atraído os turistas que visitam o Jalapão. A arte foi aprendida por moradores da comunidade quilombola do Mumbuca e, desde então, é passada de geração em geração nas comunidades jalapoeiras.

A partir da criação do Estado do Tocantins, a região do Jalapão vêm se consolidando num novo espaço, objeto das políticas públicas desenvolvimentistas. Algumas destas políticas estão direcionadas às atividades de fomento às comunidades tradicionais. Dentro do contexto do Jalapão destaca-se o artesanato do capim dourado, sendo considerada uma importante atividade econômica regional, e ganhando reconhecimento nacional e internacional.

Como a prática artesanal tem revolucionado a economia local, tornou-se necessário que as comunidades envolvidas nessa atividade se organizassem para discutir questões pertinentes à exploração e comercialização do capim dourado. Com o auxílio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e com a participação de alguns moradores da região, surgiram as primeiras associações de produtores, tendo os turistas como principal mercado consumidor. As associações promovem oficinas artesanais, regulamentam os preços dos produtos, visando garantir uma maior rentabilidade para os atores envolvidos nessa atividade sendo elas Associação Capim Dourado do Povoado do Mumbuca; Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros;Associação dos Artesãos do Capim Dourado Pontealtense; Associação Comunitária dos Extrativistas, Artesãos e Pequenos Produtores do Povoado do Prata de São Félix do Tocantins. O presente trabalho teve como objetivo identificar e analisar o funcionamento das associações de artesanato de capim dourado na região do Jalapão, com ênfase a associação dos artesãos de capim dourado pontealtense, no município de Ponte Alta do Tocantins.

Palavras-chave: Associações. Artesanato. Capim Dourado. Região do Jalapão.

(Resumo apresentado no II Simpósio do Nurba_outubro de 2009)

*Acadêmica e bolsista PIBIC/UFT do 8º período do Curso de Geografia Bacharelado pela Universidade Federal do Tocantins Campus de Porto Nacional - to, e integrante do NURBA - Núcleo de Estudos Urbanos Regionais e Agrários. E-mail: atavares @uft.edu.br.

**Professor e Doutor titular do curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins e pesquisador do NURBA - Núcleo de Estudos Urbanos Regionais e Agrários. E-mail: robertosantos@uft.edu.br

25 maio, 2009

Gênero e Transformações Sociais: As contribuições de Mulheres para a Saúde Comunitária no Setor Vila Nova, em Porto Nacional – TO

Gleyme Odete Ramos dos Santos*

As feministas assinalaram muito cedo que o estudo das mulheres acrescentaria não só novos temas, como também iriam “impor” uma reavaliação crítica das premissas e critérios dos trabalhos científicos já existentes. Diante disto, este trabalho tem o intuito de analisar as transformações sociais e políticas no Setor Vila Nova, da Cidade de Porto Nacional - TO, a partir das contribuições de mulheres nas diversas funções sociais que exercem, focando a presença, participação e influencia da mulher no meio político e social. Especificamente neste trabalho, será analisada a importância da participação feminina na saúde, focando principalmente as ações que tiveram sucesso no combate ou controle de epidemias, como a dengue e doenças infantis (desidratação, cuidados da amamentação etc.), doenças sexualmente transmissíveis e demais outras informações gerais sobre saúde comunitária. Os procedimentos metodológicos têm como ponto de partida uma revisão bibliográfica sobre os principais focos deste trabalho, isto é, serão feitas estudos nas áreas da Geografia Urbana, Geografia da Saúde, Geografia e Gênero e especificamente sobre Gênero e Saúde Comunitária. Em um segundo momento, serão realizados estudos e análises com relação aos projetos sociais da COMSAÚDE, levando em consideração os benefícios no âmbito da Saúde Comunitária para o município e o Setor Vila Nova. Analisando ainda, as contribuições dessas mulheres no âmbito de Serviço Público de Saúde, focando a Unidade de Saúde – (P.S.F) Vila Nova II, Posto de Atendimento escolhido para a execução deste trabalho. As bases que justificam essa pesquisa centram-se nas análises de projetos.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 de setembro de 2008)
___________________
*Curso de Geografia, Campus de Porto Nacional, Universidade Federal do Tocantins. E-mail:
gleymeramos@hotmail.com

19 fevereiro, 2009

A expansão do agronegócio e o processo de desterritorialidade camponesa na Região Nordeste do Estado do Tocantins

Aline Gonçalves Sêne*
Elizeu Ribeiro Lira**

A expansão da fronteira agrícola através da produção de grãos tem gerado divisas e crescimento econômico para o País, porém este mesmo avanço causa impactos ambientais, culturais e sociais aos camponeses. O agronegócio é considerado a grande vocação do Tocantins e não faltam políticas que incentivam sua implantação e desenvolvimento. Esta pesquisa pretende estudar os impactos do agronegócio e o processo de desterritorialidade dos posseiros. O cenário da pesquisa serão os municípios de Campos Lindos, Itacajá e Goiatins.

A proposta é levantar os número de posseiros e registrar a história da posse e a formação do campesinato nestes municípios, como também, estudar, no âmbito socioeconômico, a situação do camponês e seu modo de produção. Os procedimentos metodológicos escolhidos para a estruturação deste estudo é baseado na análise dos fenômenos sócio-econômicos e culturais, orientado pelos referenciais teóricos contidos em materiais bibliográficos específicos, levantamento documental e trabalho de campo. Serão analisados obras e documentos referentes ao objeto da pesquisa e a observação terá um enfoque tanto qualitativo e quantitativo, pautada a partir do trabalho de campo, entrevistas e na compreensão das lógicas locais e o significado socioeconômico e cultural no contexto pesquisado.

Campos Lindos, Itacajá e Goiatins estão localizados na região Nordeste do Estado, tendo com vegetação o cerrado e as principais atividades econômicas são as grandes plantações de grãos e a criação extensiva de bovinos. Municípios, ricos em crescimento econômicos e pobres em desenvolvimento humano e distribuição de renda, marcados por conflitos entre o agronegócio e o campesinato. Segundo Castilho (2007; 51), região marcada pela forte presença do agronegócio, com destaque para monocultura de grãos (soja, milho, sorgo) e pecuária extensiva. “[...] são considerados os celeiros de soja do Estado.

(Resumo apresentado no IX Engeto)

Palavras-chaves: 1.Agronegócio, 2.Campesinato, 3. Desterritorialidade

*Graduação em Comunicação Social e membro do Núcleo de Estudos Urbanos, Regionais e Agrários (e-mail: allinesene@gmail.com).
**Orientador, Professor Doutor da Universidade Federal do Tocantins - Campus Universitário de Porto Nacional, Coordenador do NURBA

11 fevereiro, 2009

Palmas-TO: uma análise a partir de sua segregação sócio-espacial

Wlisses dos Santos Carvalhêdo*
Elizeu Ribeiro Lira**

A criação do Estado do Tocantins e a construção de sua capital, Palmas, constituíram-se num novo referencial de hierarquização urbana na região central do país. Por ser uma cidade planejada para abrigar o aparelho administrativo do novo estado, ela proporcionou um novo paradigma, urbano, de modernidade no Cerrado brasileiro e na Amazônia Legal. Por outro lado, a cidade, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma nova fronteira para o capital internacional, como novo espaço de sofisticação tecnológica; apresenta e interioriza uma crescente diferença entre o centro e a periferia, entre a concentração das riquezas e a difusão avassaladora da pobreza. As problemáticas existentes em sua consolidação relacionam-se a diferenciação entre o planejamento e as gestões que modificam “desplanejadamente” a cidade de acordo com seus interesses políticos, ao criar a partir de uma cidade planejada as mesmas problemáticas que as demais cidades brasileiras enfrentam na atualidade. Portanto, o olhar de encantamento sobre a Praça dos Girassóis, centro de poder estrategicamente erguido para tal, a Avenida Juscelino Kubitscheck e a Avenida Joaquim Teotônio Segurado, não podem ter o mesmo olhar preocupante, sobre as Vilas Aureny’s, União, União Sul, Santa Bárbara, Maria Rosa Taquaralto e Taquari, pois nestas localidades existem outras relações sócio-espaciais que se diferenciam substancialmente do que concerne o centro da capital. Enquanto cidade média é compreendida através de interesses estratégicos em progressivo financiamento da segregação sócio-espacial pela especulação, para findar numa proposição de auto-segregação, identificada e não constituída na gênese de Palmas, que tende pouco a pouco, a ser explorada pelas incorporadoras imobiliárias. Aprofundando o abismo socioeconômico entre os segregados, materializado no espaço urbano através do entendimento dos vazios urbanos a partir da noção de vazios de gente.

Palavras-chave: Geografia Urbana. Vazios Urbanos. Segregação Sócio-Espacial.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Aluno Bolsista do PIBIC/CNPq do Curso de Geografia UFT/CPN,Pesquisador do NURBA/UFC/CPN, wlisses.geo@gmail.com.

**Prof. Dr. em Geografia UFT/CPN, Orientador da Pesquisa,Pesquisador do NURBA/UFC/CPN, liraelizeu@uft.edu.br.

Fragmentos das estradas reais no perímetro urbano de Porto Nacional-TO

Valdemir Carvalho Dias*
Elizeu Ribeiro Lira**

A presente pesquisa tem como objetivo levantar e mapear os fragmentos das Estradas Reais de Porto Nacional, tendo em vista que sua comunicação no âmbito nacional, regional e local por um longo período foi feita através desses caminhos, isso é observado até no primeiro nome da cidade, Porto Real. Entendemos que uma pesquisa que vise resgatar a história desses lugares, identificando e mapeando-os é de fundamental importância para os estudos referentes a memória urbana e as transformações geográficas da cidade e para a preservação do patrimônio cultural. O crescimento das cidades e políticas urbanas (Plano diretor, Higienizações de centros históricos e grandes empreendimentos como construção de shoping center e de grandes hidrelétricas) tem transformado as feições urbanas de um número considerável de pequenas e médias cidades no interior do Brasil. Essas transformações têm causado danos significantes a memória histórica das cidades do Brasil. Segundo o Instituto Estrada Real (2007) “A Estrada Real foi sendo construída nos muitos anos de idas e vindas, das Minas ao litoral, desde o século XVII, em busca das riquezas. Caminhar pela Estrada Real é reviver os passos e os caminhos percorridos pelos escravos, pelo ouro e pela história. Constituída, ainda, pelas vias de acesso, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas que se formaram durante o passar dos homens e do tempo. Estrada Real era a designação dada às estradas públicas, cujo domínio pertencia à Coroa Portuguesa e depois ao governo Imperial. No intuito de compreender tais aspectos utilizaremos alguns procedimentos metodológicos como: levantamentos de uma bibliografia específica sobre a historia da cidade com informações sobre o período real; e por analises de mapas urbanos antigo s da cidade; levantamento de documentos cartoriais e paroquiais, estudos cartográficos para localizar os pontos corretamente será tiradas as coordenadas geográficas desses lugares através de aparelho GPS.

Palavras-chave: Geografia urbana. Estradas reais. Memória da cidade.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Acadêmico de Geografia na Universidade Federal do Tocantins; Campus Universitário de Porto Nacional , Membro do Núcleo de Estudos Regionais e Agrários e-mail.
valdemirdias@gmail.com

**Orientador, Professor Doutor do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins - Campus Universitário de Porto Nacional, Coordenador do NURBA.

Mudanças econômicas globais versus saberes ambientais locais: assentamento rural Nossa Senhora Aparecida no município de Pequizeiro-TO

Autora: Adelma Ferreira de Souza*
Co-autores: Adriana Rodrigues de Souza Rezende**
Eonilson Antonio de Lima***
Kamila Soares de Araujo Coimbra****
Monica Alves Ribeiro*****
Samara de Almeida Barros******


O objetivo deste trabalho é estudar os saberes ambientais dos agricultores familiares através das suas práticas de trabalho agrícola e seus conhecimentos sobre as plantas existentes no assentamento e como estes conhecimentos podem contribuir para a preservação da biodiversidade e da cultura local. Nesta pesquisa está sendo utilizado o Método de Estudo de Caso e a abordagem sistêmica. As técnicas estão sendo utilizadas são entrevistas semi-estruturadas, observação direta, mapas falantes e exsicatas, (coletas de plantas), bem como, o uso de máquina fotográfica e gravador. Os resultados, ainda parciais, permitiram identificar 119 espécies de plantas nos diferentes ambientes (mata, pasto, quintais e terreiros), bem como, suas formas de utilização. Deste total, 54 são espécies nativas. Das 119 espécies 25% são utilizadas na alimentação, 15% para remédio e alimentação, 10% apenas para remédios, 10% para alimentação de animais silvestres, 10% são utilizadas para madeira e 30% para outros fins. Percebemos, há ainda, entre os agricultores, saberes populares sobre conhecimento dos ciclos produtivos, manejo dos sistemas de produção de plantas alimentares e medicinais. Estes conhecimentos sobre plantas e suas práticas de utilização fazem parte de habitus adquiridos por meio da sua cultura e das relações sociais existentes no assentamento e que garantem a reprodução da vida social, cultural e ambiental local. Esses agricultores familiares possuem uma racionalidade cultural diferenciada da racionalidade técnico-produtiva imposta pelo modelo de desenvolvimento para o campo com foco na monocultura. Apesar de neste assentamento a produção mais importante ser a pecuária para venda do leite, 80% dos agricultores familiares praticam a policultura como: criação de pequenos animais (galinha, porco, pato etc...), apicultura, hortas caseiras, plantações tradicionais de milho, feijão e mandioca. Hoje, estão vivendo um processo de transição entre a produção para sobrevivência e inserção no mercado de leite, para isso, implantaram a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares de Pequizeiro e Região. Assim, poderão eliminar os atravessadores e aumentar a renda familiar de forma justa e solidária.

Palavras-chave: Agricultores familiares. Etnoconhecimento. Biodiversidade e Globalização.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Formada em Ciências Sociais - FFBS, Mestranda em Ciências do Ambiente - UFAM, Professora de Sociologia e Antropologia da Faculdade de Ensino Superior de Colinas e Pesquisadora do ObNorte- Observatório de Assentamentos Humanos do Norte do Tocantins.
adelma.souza@bol.com.br
**Graduanda em Serviço Social pela Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas - FIESC .
***Professor de Historia da Rede Estadual de Ensino.
****Graduanda em Historia pela Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas-FIESC
*****Graduanda em Historia pela Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas-FIESC
******Graduanda em Historia pela Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas-FIESC

Impacto ambiental dos resíduos sólidos sob o ambiente: alguns comentários

Autora: Elistênia da Fonseca Bezerra*
Co – autor: Lázaro Wandson de Nazaré Teles**

A urbanização acelerada e o rápido adensamento das cidades de médio e grande porte têm provocado inúmeros problemas para a destinação final do volume de resíduos gerados em atividades humanas do cotidiano. Os resíduos sólidos, popularmente difundidos como “lixo”, é um fenômeno característico desse processo de urbanização. Entendemos que impacto ambiental pode ser entendido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas sob o ambiente incluindo a ação antrópica. Partindo da premissa que o ambiente vem sendo pensado ora como quadro físico, ora como quadro social (e, nesta dimensão, “naturalizada”), em ambos os casos, ocultando o conteúdo da prática sócio-espacial que lhe dá forma e conteúdo. Buscando ainda relacionar que este impacto é fruto do processo de apropriação antrópica sobre os recursos naturais. Através de uma revisão bibliográfica em pesquisas anteriores foi possível reforçar a idéia que a população sente e sofre as reações do ambiente às ações predatórias causadas pela destinação inadequada dos resíduos sólidos, como é o caso da ocorrência de doenças. Outros resultados apontam também para um processo que chamamos de exclusão ambiental isso por que a sociedade vem se apropriando da natureza para as várias atividades cotidianas e envolve ideologicamente diversas atitudes, dentre as quais a forma como ele usa, descarta e gerencia os resíduos sólidos.

Palavras-chave: Impacto ambiental. Resíduos. Sólidos. Ambiente.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Professora da Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas. Mestranda em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia PPG/ CASA pela Universidade Federal da Amazônia. UFAM.

**Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Tocantins. Membro do Núcleo de Estudos Urbanos, Regionais e Agrários – NURBA.

Análise da conservação ambiental da microbacia do Córrego da Prata - Palmas - Tocantins

Nilva Aparecida Pacheco Bezerra*

A análise da conservação ambiental da microbacia do Córrego da Prata apresenta um diagnóstico do estado de conservação da drenagem e sua Área de Preservação Permanente. Procura-se ressaltar as diversas formas de uso e ocupação da área, visando contextualizar o estado de conservação da microbacia com o modelo de urbanização adotado pelo município de Palmas, assim como apresentar sugestões que contribuam para a melhoria do ambiente urbano e da qualidade de vida da população. O desenvolvimento da pesquisa pautou-se no levantamento de dados teóricos e documentais, coleta de dados in loco acompanhada de registro fotográfico, análise dos dados coletados utilizando-se de uma abordagem sistêmica e do Sistema de Informações Geográficas, através do qual, fez-se o processamento das informações contidas na imagem do satélite, registrando-as num mapa de uso da terra. Dessa forma, pôde-se concluir que, o Córrego da Prata tem sofrido várias alterações em seus ecossistemas, necessitando urgentemente de um plano de recuperação de suas nascentes, da aplicabilidade da legislação ambiental pertinente, do aproveitamento das áreas em recuperação (pela mineração) para a criação de um parque e ampliação da área compreendida pela Unidade de Conservação da Prata. Entende-se que, o planejamento de novas formas de uso para o ambiente, acompanhado de atividades de educação e interpretação ambiental, contribuirá para fortalecer as relações homem/meio, assim como para a sustentabilidade urbana do município de Palmas.

Palavras-chave: Microbacia Hidrográfica. Urbanização. Conservação Ambiental.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Especialista em Comunicação Sociedade e Meio Ambiente; Licenciada e Bacharel em Geografia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).
nilvapacheco@hotmail.com. Trabalho apresentado como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Geografia.

Ruralidades em Porto Nacional: sujeitos e cultura

Maria Elena Moura de Oliveira*
Neila Nunes de Souza**


A pesquisa partiu da necessidade de conhecer as manifestações rurais dos sujeitos oriundos da zona rural, que residem nas periferias de Porto Nacional, relacionando o papel da educação na valorização das ruralidades. Percebendo a importância da escolaridade para os pais e da escola aliada aos conteúdos formais para seus filhos, juntamente com a valorização dos aspectos culturais do campo, no ambiente escolar e o direcionamento das atividades culturais e especificamente, intelectuais, para a manifestação da cultura local e a discussão da invasão dos costumes urbanos em detrimento do rural. O método utilizado para a realização da pesquisa é o indutivo (partindo do local para o geral), quanto ao método de procedimento é o monográfico (um único assunto). A perspectiva teórica é no sentido ampliar as características dos espaços rurais de Porto Nacional, considerando que a educação tem a função de conhecer a realidade de homens e mulheres do mundo rural, para que os conteúdos respeitem os saberes locais e globais. No que tange os resultados da pesquisa , percebe-se que a educação das crianças oriundas deste setor, sofrem o impacto cultural e ambiental, pois a falta de uma escola adequada à sua realidade, a questão do professor não qualificado para trabalhar com os mesmos e a baixa condição sócio-econômica dos pais influirão diretamente na questão da aprendizagem das mesmas.

Palavras-chave: Ruralidades. Valorização. Educação.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Acadêmica do curso de Letras da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Porto Nacional (
mariaelenadeoliveira@hotmail.com).

**Professra mestre em Educação pela Universidade Federal do Tocantins, curso de Letras, Campus de Porto Nacional.

Análise e descrição das fichas lexicográfico-toponímicas dos nomes dos municípios à marge da BR 153

Lynara Raquel Cavalcante (bolsista PIBIC/UFT)*
Karylleila dos Santos Andrade (orientadora/UFT)**


O signo, na toponímia, é direcionado pela função onomástica, identificar nomes, caracterizada pela motivação. Deve, portanto, ser encarada sob dois ângulos: a função do denominador (razões que fazem com que o falante escolha e/ou selecione um signo toponomástico, dentro de um eixo paradigmático) e a natureza do produto dessa escolha: a própria origem semântica da denominação, de modo transparente ou opaco. A função significativa dos signos é que se diferencia quando a toponímia os transforma em seu objeto de estudo. A rodovia Belém-Brasília ou BR 153 tem uma importância fundamental no processo do desenvolvimento econômico e social para a região Norte, bem como para o estado do Tocantins. É a principal via de acesso que liga o Norte a demais regiões do país. Esta pesquisa tem como proposta, a partir da etnotoponímia, analisar e descrever os topônimos tocantinenses no contexto da Belém-Brasília: estudo dos nomes dos municípios localizados à margem da rodovia. Para tanto, contaremos com a abordagem teórico-metodológica de Dick (1990) e Andrade (2006). Para Andrade (2006), depois de caracterizado o topônimo como termo-onomástico, tornando-se sujeito às transformações morfossintáticas, comparadas a outras unidades lexicais, deve ser estudado etimológica e semanticamente nas diferentes situações comunicativas, para a devida sistematização taxionômica. Na primeira etapa do projeto realizamos, por meio do modelo taxionômico proposto por Dick (1990), a descrição e análise da estrutura e formação dos topônimos, como também a classificação de natureza antropocultural e física. Nesta segunda fase do trabalho, propomos realizar a descrição e analise de 25 fichas lexicográfico-toponímicas do corpus já catalogado e identificado, ou seja, todos os municípios localizados à margem da BR 153. Este projeto também está vinculado ao Atlas Toponímico do Tocantins.

Palavras-chave: Etnotoponímia. Aspectos semântico-lexicais. BR Belém-Brasília. Tocantins.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Universidade Federal do Tocantins, Campus de Porto Nacional, Curso de Letras, bolsista da UFT, l
ynara.raquel@bol.com.br.

** Universidade Federal do Tocantins, Campus de Porto Nacional, Professora do Curso de Letras, 108 Norte Alameda 8, lote 11, CEP 77006-110, Palmas, Tocantins, Brasil.
karylleila@gmail.com.

08 fevereiro, 2009

O papel do sindicato dos trabalhadores rurais no espaço agrário da região de Porto Nacional, Tocantins

Luciano Justiniano da Luz*
Elizeu Ribeiro Lira**

O objetivo deste trabalho é entender as relações sócio-territoriais reproduzidas na luta pela terra na região de Porto Nacional-To, através da organização sindical em assentamentos rurais no entorno deste município, apontando avanços e retrocessos no conjunto de suas ações a partir de um trabalho que toma como crivo os assentamentos rurais sob a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais nesta região e suas ações diante de algumas políticas governamentais como as Políticas Nacionais de Reforma Agrária trabalhadas em “parceria” com o INCRA/TO, Crédito Fundiário para Pequenos Agricultores e finalmente, as políticas de ações do STR em relação à UHE de Lajeado que vem sendo motivo de conflitos ainda hoje no cenário desta região. O STR de Porto Nacional foi legalmente registrado em 2002, com o intuito de organizar os camponeses da região em torno da luta pela reforma agrária, mas sua atuação no município data-se muito antes dos anos 80 quando participou ativamente da organização dos camponeses do São João, na luta contra grileiros e pistoleiros pela permanência em suas terras. Atualmente os movimentos sociais ainda não têm uma grande expressão de lutas reivindicatórias no centro do Estado Tocantins, região que agrega o município de Porto Nacional. São os sindicatos de trabalhadores rurais que organizam as ações referentes aos impasses da terra nessa região. Daí a importância do STR de Porto Nacional no que diz respeito ao enfrentamento dos conflitos agrários no município e seu entorno, o que nos insita a buscar a compreender os aspectos da questão agrária na região, e assim analisarmos quais as intervenções deste sindicato, no processo de distribuição de terras, de apoio político e apoio a agricultura familiar do governo federal no município de Porto Nacional e seu entorno. Desse modo, não pretendemos apenas fazer uma pesquisa de coleta de dados, como também através do contato com os trabalhadores, entender o modo de vida dos mesmos e suas relações campo-cidade a partir de um referencial teórico que consideramos impressindíveis para o andamento de nossas pesquisas como: OLIVEIRA, MARTINS e FABRINI.

Palavras-chave: Sindicato de Trabalhadores de Porto Nacional. Assentamentos. Questão Agrária. Espaço Agrário.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Acadêmico de Geografia na Universidade Federal do Tocantins; Campus Universitário de Porto Nacional, Membro do Núcleo de Estudos Urbanos Regionais e Agrário s- NURBA, Bolsista de Iniciação Científica – PIBIC email.
lj.luz@bol.com.br

**Professor Doutor do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins no Campus de Porto Nacional-To, Coordenador do Núcleo de Estudos Urbanos Regionais e Agrários - NURBA, Orientador de Pibic e-mail.
liraelizeu@uft.edu.br

02 fevereiro, 2009

Notas preliminares acerca da dinâmica recente da rede urbana no Tocantins

Kelly Bessa*
Vaneça Ribeiro Corado**
Maria do Bonfim Cavalcanti Santana***


As transformações estruturais promovidas pela globalização levaram a mudanças econômicas, políticas e socioculturais. Estas foram capazes de promover reestruturações socioespaciais, dentre as quais se destacam as impostas ao processo brasileiro de urbanização. No contexto da rede urbana, cabe reconhecer os novos papéis desempenhados pelos centros, suas novas funções e interações espaciais, bem como o próprio padrão espacial da rede, interessando questionar que novas formas a rede urbana brasileira assume, em sua totalidade e segmentos particulares, a exemplo do Estado do Tocantins. Com efeito, é a partir dessa problemática que se coloca o escopo desta pesquisa: compreender as alterações do padrão espacial da rede urbana no Tocantins, destacando o papel desempenhado por Palmas, a capital projetada, pelos antigos centros regionais e pelas localidades centrais. A operacionalização desta pesquisa encontra-se organizada por meio de consultas bibliográficas, estatísticas e pesquisas diretas. Para a compreensão da hierarquia urbana, a análise orienta-se pelas pesquisas Região de Influência das Cidades-1993, do IBGE, e Caracterização e Tendências da Rede Urbana do Brasil, coordenada pelo IPEA. No Tocantins, a dinâmica recente da rede urbana revela alterações significativas, reflexo das transformações políticas, econômicas e socioculturais por que vem passando essa região, sobretudo depois da emancipação em 1988. Na recente configuração desse segmento da rede urbana, destacam-se Palmas, que conta com relativas funções urbanas, destacando-se a político-administrativa; bem como alguns centros regionais e locais, a saber: Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Guaraí, Miracema do Tocantins, Colinas do Tocantins e Tocantinópolis, pois se encontram estruturados em torno de um fornecimento de bens e serviços básicos, para o atendimento de sua população local e microrregional; e, na base, existe um expressivo número de pequenas aglomerações, com até 20.000 habitantes. Cumpre ressaltar que esse segmento encontra-se na área de influência de Goiânia e Brasília, que polarizam vasta região do Brasil Central.

Palavras-chave: Globalização; Reestruturação Socioespacial; Rede Urbana; Centros Urbanos.

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

*Profa. Dra. do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins - Campus de Porto Nacional e Pesquisadora responsável pelo projeto -
kellybessa@uft.edu.br.

**Discente do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins - Campus de Porto Nacional e Bolsista do PIBIC/CNPq -
sinha-02@hotmail.com.

***Discente do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins - Campus de Porto Nacional e Colaboradora do projeto -
maria_loirinha11@hotmail.com.

29 janeiro, 2009

As políticas públicas para reforma agrária e transformações ocorridas no assentamento Real, Colinas-TO

* Adriana Rodrigues Rezende, Ana Regina C. de Oliveira, Mª Aparecida P. L. Mendonça, Mª de Fátima A. de Arruda, Mª José B. Pires, Mª Monte Serrat E. da Silva, Vanda Luzia G. de Oliveira
**Eonilson Antonio de Lima
***Profª Adelma Ferreira de Souza


Este artigo se propõe a identificar as políticas públicas da Reforma Agrária aplicadas no Assentamento Real no Município de Colinas do Tocantins, bem como, analisar as mudanças ocorridas a partir da chegada destas políticas neste assentamento. A abordagem utilizada foi dialética, o método foi o Estudo de Caso e as técnicas foram entrevistas semi-estruturadas, observação direta, questionário fechado e aberto. Os resultados encontrados foram: das 34 famílias que foram assentadas permanecem no assentamento apenas 22 famílias, essa evasão ocorreram pelas dificuldades que enfrentaram no inicio do assentamento, já que, as condições de vida eram precárias, moraram em barracos de lona por um ano e meio até sair à desapropriação da terra, passaram por grandes privações como alimentação e moradia, mas, depois foram contemplados, com os créditos Fomento, Habitação e PRONAF. Nos anos de 99 a 2000, tiveram Assistência Técnica pelo Projeto Lumiar, serviço terceirizado pelo INCRA, em 2002 tiveram a Assistências técnica da RURALTINS, mas de forma irregular, desde então estão sem orientação técnica. As famílias avaliaram que com a implantação das atuais políticas publicas como escola, agente de saúde, energia “Luz para Todos”, e por último o saneamento básico com as construções dos banheiros houve um grande avanço no desenvolvimento do assentamento e de suas vidas, pois resgatarem a sua dignidade, diferente de quando eram marginalizados na periferia de Colinas do Tocantins. Mas, as famílias avaliam que o assentamento precisa melhorar em outros aspectos como a implantação do Posto de Saúde e atendimento médico na zona rural, transporte para a comercialização dos produtos e desenvolvimento de atividades de lazer para comunidade.

Palavras-chave: Reforma agrária, Políticas Publicas e Assentamento Rural

(Resumo apresentado no I Simpósio do Nurba - 25 a 27 setembro de 2008)

* Graduandas do Curso de Serviço Social da Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas- TO.

** Co-orientador: professor de História da Rede Estadual de Ensino

*** Orientadora: professora das Disciplinas de Pesquisa Social II e Movimentos Sociais no curso de Serviço Social- FIESC e Mestranda em Ciências do Ambiente - UFAM